IG demonstrará infraestrutura no FISL11

FISL 10

Sempre acreditei que o Fórum Internacional do Software Livre, FISL, além de comportar os fanáticos e entusiastas por FLOSS (Free and Open Source Software), é também um local de encontro do pessoal de infraestrutura dos portais brasileiros. É interessante ver quais são as soluções adotadas para um ambiente de muito acesso. Nesse sentido, resolvi perguntar a dois especialistas do IG, Eduardo Scarpellini e Bruno Marcondes, que este ano farão uma apresentação no evento, quais são os detalhes da infraestrutura do IG e o que se pode aprender quando há o interesse na área. Scarpellini trabalha desde 2002 com sistemas operacionais Linux e BSD, principalmente em aplicações web e de segurança. Por sua vez, Marcondes trabalha com administração de grandes sistemas para a web desde 1999 e sonha com o dia em que a infraestrutura efetivamente seja tratada como código. Confira a entrevista:

Quantos servidores o IG utiliza atualmente para manter os sistemas de portal?

São aproximadamente 1500 servidores distribuídos em data centers localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre.

Quais ferramentas open source são utilizadas?

Adotamos várias. As principais são:

Apache – servidor web;
Nagios, Cacti e Collectd – sistemas de monitoração, gráfico e coleta de dados;
Puppet – automação de tarefas e gerenciador de configuração;
Cobbler – automação de configuração e instalação.

Vocês enfrentaram dificuldade na customização dessas ferramentas?

A princípio não tivemos grandes problemas de customização. De todo modo, com uma boa pesquisa, é possível achar ferramentas que resolvam 99% do problema que você possivelmente tem em mãos e é bem provável que alguém no mundo tenha passado pelo mesmo problema. Felizmente, hoje muitas dessas ferramentas têm interfaces de programação de aplicações (APIs) que permitem estender funcionalidades, facilitando atingir objetivos bem específicos. APIs são sempre bem-vindas.

Quais são as linguagens mais utilizadas pela equipe?

Muitas ferramentas que escolhemos usar são feitas em Python, então tentamos usá-las ao máximo: Ruby, Perl e o bom e velho interpretador de comandos Bash, também são utilizados.

Para quem está começando e quer trabalhar nesse ambiente, qual a recomendação que vocês dão?

Retroceder nunca, render-se jamais. Dificilmente as coisas funcionam como queremos da primeira vez. O importante é não repetir os mesmos erros. No mundo OpenSource há varias ferramentas que podem ajudar no caminho, mas o fundamental é conhecer e entender o seu ambiente e as pessoas envolvidas na gestão dele. Pessoas e resultados são mais importantes que ferramentas. E fácil apaixonar-se por uma nova ferramenta e achar que ela vai resolver todos os seus problemas, mas isso, provavelmente, não vai acontecer.

Qual a expectativa em relação ao FISL este ano?

Estamos bem ansiosos. Nunca estivemos lá e achamos que será uma ótima oportunidade para conhecer pessoas da comunidade Open Source brasileira e internacional, além de ver ótimas palestras. Mais detalhes sobre como funcionam essas soluções adotadas vocês vão conferir no evento.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/blogs/zonalivre/eventos/ig-demonstrara-infraestrutura-no-fisl11/

About João Fracassi

Técnico em Informática e Redes com amplos conhecimentos em Ubuntu e bastante experiencia em Suporte a Desktops,Laptops,Servers e também c
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